A Rio Tinto colocou em operação uma esteira transportadora de 1,1 quilômetro dedicada ao transporte interno de alumina na fundição de Kitimat, localizada na Colúmbia Britânica, no Canadá. O equipamento integra a planta conhecida como BC Works, uma das principais unidades de produção de alumínio primário da América do Norte, e automatiza o deslocamento contínuo da matéria-prima até os reatores de eletrólise responsáveis pela geração do alumínio metálico.
Substituição de transporte móvel por sistema fixo
Antes da instalação, o deslocamento da alumina dentro da planta dependia de equipamentos móveis, como empilhadeiras e caminhões de carga interna. A substituição por uma esteira de longa extensão elimina essa dependência, reduz os custos operacionais por tonelada processada e diminui a movimentação de veículos em áreas industriais de grande porte, o que tende a diminuir a incidência de acidentes de trabalho. Do ponto de vista ambiental, o sistema fixo também reduz as emissões de carbono dentro da planta, já que elimina a queima de combustível pelos equipamentos substituídos.
A alumina transportada pelo novo sistema é derivada da bauxita refinada. Seu abastecimento contínuo e sem interrupções nos fornos de eletrólise é crítico para manter a cadência produtiva da fundição. Qualquer falha nesse fluxo impacta diretamente o volume de alumínio produzido.
Contexto do programa de modernização de Kitimat
A instalação da esteira integra o chamado AP60 Modernization Project, programa de atualização da planta de Kitimat que mobilizou investimentos de bilhões de dólares canadenses ao longo dos últimos anos. O projeto reformulou parte da infraestrutura produtiva da unidade com o objetivo de ampliar a eficiência energética e reduzir os custos fixos da operação. A adoção de sistemas transportadores de longa extensão é uma prática consolidada em mineração e metalurgia de grande escala, pois permite integrar etapas distintas do processo produtivo com menor intervenção humana no manuseio de materiais a granel.
Relevância para o setor brasileiro
O Brasil ocupa posição de destaque na cadeia global de bauxita e alumina, sendo um dos maiores produtores mundiais de ambos os insumos. A Rio Tinto opera no país como parte do consórcio Alumar, no Maranhão, ao lado da Alcoa. A evolução tecnológica adotada em Kitimat serve como referência direta para as operações nacionais, especialmente em um momento em que a indústria brasileira de beneficiamento mineral discute ganhos de produtividade e redução do custo operacional por tonelada.
A fundição de Kitimat produz alumínio primário destinado principalmente ao mercado norte-americano, e a BC Works é considerada uma das plantas com maior potencial de expansão de capacidade da Rio Tinto no continente.

