A Confederação Nacional da Indústria abriu nesta edição as inscrições para o programa Ela Faz Indústria, que segue até 20 de julho de 2026. Desenvolvido em parceria com o SESI e o SENAI, o projeto chega à sexta edição voltado à capacitação de mulheres em situação de vulnerabilidade socioeconômica para atuar em funções técnicas e operacionais na indústria, setor que historicamente concentra baixa participação feminina.
Os cursos são gratuitos e cobrem áreas como soldagem, elétrica, costura industrial e panificação. A estrutura do programa combina formação profissionalizante com encaminhamento ao mercado de trabalho, por meio de acordos com empresas parceiras do setor produtivo. Nas cinco edições anteriores, o projeto capacitou dezenas de milhares de mulheres em todo o país.
Déficit de mão de obra e diversidade como variáveis do mesmo problema
O Brasil enfrenta escassez estrutural de trabalhadores qualificados na indústria. Programas de formação direcionados a grupos sub-representados ampliam o banco de talentos disponível sem depender exclusivamente de engenheiros e técnicos com formação universitária convencional. Para gestores industriais, o Ela Faz Indústria funciona como canal de recrutamento com perfil diversificado e custo de contratação mais baixo, já que as participantes chegam às empresas com formação específica paga pelo próprio programa.
A pressão por metas de ESG entre grandes indústrias e multinacionais instaladas no Brasil também alimenta o interesse corporativo pelo projeto. Contratar mulheres oriundas do programa atende a indicadores sociais cobrados por investidores e clientes institucionais, tornando o recrutamento uma decisão tanto operacional quanto estratégica para as empresas participantes.
Abrangência nacional e inscrições abertas
O programa opera em diferentes estados brasileiros, sem concentração em uma única região. As inscrições podem ser feitas pelo Portal da Indústria, e o prazo encerra em 20 de julho de 2026. CNI, SESI e SENAI respondem pela oferta dos cursos, infraestrutura de treinamento e articulação com o setor privado para o encaminhamento das formandas.
Nas edições anteriores, a taxa de inserção profissional das participantes foi utilizada como indicador central de resultado pelo programa, embora a CNI não divulgue publicamente o percentual consolidado por edição.

