O direcionamento de R$ 5 bilhões em investimentos pela Votorantim Cimentos entre 2024 e 2028 responde diretamente à necessidade de aumentar eficiência operacional, ampliar produção industrial e reduzir emissões no setor de materiais de construção. Essa necessidade prática emerge de um cenário de demanda crescente nos mercados regional e nacional, ao mesmo tempo em que o setor enfrenta a urgência de descarbonizar processos industriais e atualizar infraestruturas para padrões energéticos mais sustentáveis. O movimento da empresa busca solucionar desafios como limitações na capacidade fabril, custo elevado de energia e restrições logísticas, além de alinhar-se a metas regulatórias de redução de carbono.
Como resposta ao panorama técnico, a companhia optou por construir novas unidades industriais, modernizar equipamentos essenciais e retomar operações paralisadas. Isso inclui a implantação de uma nova fábrica de argamassas em Edealina (GO), cuja capacidade anual prevista é de 300 mil toneladas, com conclusão agendada para meados de 2027. Simultaneamente, a fábrica de cimentos em Edealina passa por uma ampliação: uma nova linha de moagem dobrará sua produção total para 2 milhões de toneladas de cimento/ano. O novo moinho tem previsão de operação para abril de 2026, acelerando a produção e reduzindo gargalos industriais.
Com foco em segurança energética e compromissos ambientais, a Votorantim Cimentos celebrou um Power Purchase Agreement (PPA) com a Auren Energia. O acordo garante fornecimento de energia eólica do complexo Cajuína I, no Rio Grande do Norte, operado exclusivamente por mulheres. A transição viabiliza que mais de 90% do consumo elétrico no Brasil da empresa passe a ser proveniente de fontes renováveis. No portfólio energético também estão incluídas hidrelétricas e geração solar em diversas localidades, contribuindo para a meta de descarbonização e redução de custos operacionais relacionados ao insumo energético.
O plano também engloba ações táticas: modernização do forno da fábrica de Xambioá (TO); religamento de moinhos em Esteio (RS) e Laranjeiras (SE); e melhorias logísticas na região Sul, potencializando a capacidade de resposta da unidade de Rio Branco do Sul (PR). Na fábrica de Nobres (MT), uma nova moagem aumentará a produção para 1,2 milhão de toneladas/ano, além do incremento de calcário agrícola para 900 mil toneladas/ano. As obras preveem ainda um novo galpão logístico e infraestrutura ampliada, com entrega até agosto deste ano, alinhando avanços industriais e logísticos.
Com a execução do plano, 3,7 milhões de toneladas/ano foram adicionadas à capacidade operacional, contemplando ampliações, retomadas e novas linhas já implementadas ou em adiantado estágio nas regiões Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Sul. Cerca de R$ 2,4 bilhões do investimento já estavam em curso ou concluídos até o terceiro trimestre de 2025. Esses avanços transformam a estrutura produtiva, reforçando competitividade, cobertura geográfica e compromisso ambiental. A combinação de tecnologia industrial moderna, matriz energética limpa e melhoria logística eleva o patamar de eficiência do setor e consolida um modelo resiliente, com capacidade de sustentar crescimento contínuo e adaptação a exigências futuras.

