A multinacional alemã WIKA inaugurou em março de 2026 sua nova planta industrial em Boituva, no interior de São Paulo, com aporte de R$ 100 milhões. A unidade amplia a capacidade produtiva da empresa no país e posiciona o Brasil como um dos principais centros de fabricação do grupo fora da Europa, atendendo clientes dos setores de óleo e gás, petroquímica, energia, farmacêutica e infraestrutura.
Por que Boituva
A escolha do município não foi casual. Boituva integra o eixo industrial Sorocaba-São Paulo, uma das regiões com maior densidade de fornecedores metalmecânicos e de manufatura avançada do país. A disponibilidade de mão de obra técnica qualificada e a logística favorável pesaram na decisão da companhia, fundada em 1946 na Alemanha e presente em mais de 40 países.
Demanda aquecida como pano de fundo
O investimento coincide com um ciclo de expansão da infraestrutura energética brasileira. Projetos de saneamento, geração de energia renovável e modernização industrial aumentam a procura por instrumentos de medição de pressão, temperatura, nível e vazão, produtos centrais no portfólio da WIKA. Empresas europeias do setor industrial têm buscado aproximar a produção dos mercados consumidores para reduzir prazos de entrega e dependência de cadeias de fornecimento intercontinentais.
Empregos e ecossistema regional
A nova unidade também gera postos de trabalho técnico especializado na região de Boituva, reforçando o ecossistema industrial do interior paulista. O estado de São Paulo concentra cerca de 40% do PIB industrial brasileiro, e municípios fora da capital têm absorvido parte crescente dos novos investimentos manufatureiros, impulsionados por custos operacionais menores e incentivos fiscais locais.
Um aporte de R$ 100 milhões em uma planta de instrumentação industrial é pouco comum no Brasil. Para efeito de comparação, o setor de instrumentação e automação industrial movimentou cerca de R$ 12 bilhões no mercado brasileiro em 2024, segundo dados da Associação Brasileira de Automação. A fatia da WIKA nesse mercado tende a crescer com a nova capacidade instalada em Boituva.

