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A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de derrubar as tarifas globais sobre produtos importados impostas pelo governo Trump representa uma virada relevante para o setor brasileiro de máquinas e equipamentos, um dos mais afetados pelas barreiras comerciais dos últimos anos. A notícia, que chegou ao mercado ao longo desta semana, foi recebida com otimismo cauteloso pelas empresas exportadoras do segmento.
O presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Abimaq, Pedro Estevão Bastos, avaliou que o impacto das tarifas impostas pelo governo norte-americano acabou sendo menor do que o previsto inicialmente. Segundo ele, diversas empresas conseguiram se organizar e preservar sua participação no mercado norte-americano, que é o principal destino das exportações do setor. Com a reversão da medida, a expectativa é de reconquistar parte do espaço perdido.
Ainda assim, a postura do setor permanece prudente. Bastos alertou que outros instrumentos tarifários ainda podem ser utilizados pelo governo Trump de forma específica contra o Brasil, elevando barreiras além dos 10% que já vigoravam. Por isso, as empresas do setor têm sido orientadas a agir com cautela no planejamento das exportações enquanto o cenário internacional não se estabiliza completamente.
O mercado externo havia sido prejudicado não apenas pelas tarifas, mas também pela valorização de 11% do real frente ao dólar, que reduziu a competitividade dos produtos brasileiros no exterior. Com juros ainda elevados no mercado interno e câmbio desfavorável para exportações, a combinação de fatores segue pressionando as margens do setor, que registrou queda de 17% na receita líquida em janeiro em relação ao mesmo período do ano anterior.

