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O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã provocou uma onda de aversão ao risco nos mercados financeiros globais, com impacto severo sobre as empresas industriais e automotivas listadas na bolsa brasileira. O Ibovespa encerrou a semana com queda de 4,99%, a maior perda semanal desde 2022. O setor automotivo sentiu o impacto de forma ainda mais intensa, com o Índice das Ações Automotivas recuando 7,28% na semana, refletindo a saída de capital das empresas ligadas à cadeia automotiva listadas em bolsa.
As maiores quedas no setor foram registradas pela Riosulense, com recuo de 10,60%, seguida por Iochpe-Maxion, que caiu 10,33%, Randon, com queda de 9,64%, Marcopolo, com recuo de 7,85%, Tupy, com 6,73%, e Schulz, com 6,58%.
O movimento pressiona custos de energia em escala global, afetando especialmente economias dependentes de importações. Setores industriais e de transporte enfrentam margens comprimidas, enquanto moedas de mercados emergentes enfraqueceram contra o dólar.
Para analistas, a queda reflete uma saída técnica de posições em ativos cíclicos, e não necessariamente uma deterioração dos fundamentos das empresas.
O cenário de curto prazo, porém, segue desafiador: com petróleo acima de US$ 100 e dólar em alta, os custos de produção e logística das indústrias tendem a subir, pressionando margens que já vinham comprimidas pelo ambiente de juros elevados no Brasil.

