A forte demanda interna levou o Brasil a registrar, em 2024, o maior volume de importações de máquinas e equipamentos da série histórica. Segundo o anuário, as compras externas cresceram 11% em relação a 2023, impulsionando a corrente comercial para o recorde de USD 42,6 bilhões (aproximadamente R$ 229,2 bilhões) no ano.
A origem das importações revela uma concentração estratégica. China lidera com 31% das vendas ao Brasil, seguida pelos Estados Unidos (16%) e Alemanha (12,3%).
Juntos, os três países respondem por 59,3% de tudo o que o Brasil importou em máquinas e equipamentos.
Cinco categorias concentraram 42,9% das importações:
Controle de Qualidade (9,6%)
Transmissão Mecânica (9,2%)
Projetos e Equipamentos Pesados (8,8%)
Máquinas Rodoviárias (7,8%)
Máquinas para Alimentos e Refrigeração Industrial (7,5%)
Mesmo com o aumento das compras externas, o setor manteve exportações de USD 13 bilhões, resultando em um déficit comercial de USD 16,2 bilhões (aproximadamente R$87,2 milhões).
O dado coloca em evidência o tamanho da demanda interna e o desafio de ampliar a produção local.
Com importações recordes, presença dominante da China e demanda interna aquecida, o setor entra em 2025 com uma equação clara: ou expande capacidade produtiva nacional — ou continuará dependente de fornecedores globais.

