O processo de extrusão é o verdadeiro motor da indústria plástica brasileira. Segundo o Perfil 2025 da Abiplast, ele representa 61% de todos os transformados produzidos no país, movimento sustentado principalmente por tubos, filmes, mantas técnicas, perfis e chapas.
A escala é gigantesca. O relatório mostra que o setor produz:
milhões de metros lineares de tubos PEAD e PVC todos os meses;
centenas de milhares de toneladas de filmes industriais e agrícolas;
perfis estruturais usados em construção, esquadrias e mobiliário;
mantas e geossintéticos aplicados em infraestrutura, saneamento e rodovias.
O PVC domina tubulações prediais e redes de esgoto, enquanto o PEAD é protagonista em adutoras, drenagens e sistemas pressurizados. Em algumas categorias, a extrusão responde por 80% da produção total.
A eficiência também evoluiu.
Extrusoras modernas consomem até 30% menos energia, reduzem rejeitos e garantem maior precisão dimensional, especialmente em tubos grandes.
Isso tem impacto direto no custo das obras e no tempo de instalação.
Além disso, o processo é o que mais absorve resina reciclada.
Filmes e sacarias chegam a incorporar 20% a 50% de material pós-consumo, tornando a extrusão peça-chave da economia circular brasileira.
A extrusão não é apenas um processo dominante — é a base estrutura da matriz produtiva nacional.

