Santa Cecília mantém CNPJ ativo e cobra R$ 40 milhões do poder público

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A empresa Santa Cecília, tradicional no setor de alimentos e bebidas, voltou ao noticiário econômico em 2025 ao confirmar que mantém seu CNPJ ativo e que está em disputa judicial para receber aproximadamente R$ 40 milhões do poder público. O caso envolve contratos de fornecimento e repasses atrasados que, segundo a companhia, se arrastam há anos, comprometendo sua saúde financeira e a manutenção de empregos.

Fundada há mais de três décadas, a Santa Cecília já foi responsável por gerar centenas de postos de trabalho diretos e indiretos em sua região de origem. No entanto, desde 2020 a empresa enfrenta dificuldades operacionais devido à combinação de aumento nos custos de insumos, retração da demanda interna e entraves judiciais. Apesar disso, a companhia tem se mantido ativa e tenta negociar saídas que permitam retomar parte de sua capacidade produtiva.

De acordo com documentos apresentados à Justiça, a Santa Cecília alega que parte da dívida se refere a serviços prestados e não quitados por entes públicos, além de créditos tributários que ainda não foram liberados. Esse valor, atualizado para 2025, já ultrapassa a casa dos R$ 40 milhões, cifra que poderia ser determinante para que a empresa voltasse a operar em maior escala.

Economistas regionais apontam que o caso da Santa Cecília exemplifica a situação de várias indústrias brasileiras que dependem de políticas públicas de incentivo e do cumprimento de contratos governamentais. A demora nos pagamentos e a burocracia para liberar recursos costumam comprometer a liquidez das empresas, especialmente das de médio porte.

A direção da Santa Cecília afirmou, em nota, que estuda alternativas para garantir a manutenção de empregos e a continuidade da marca, incluindo potenciais parcerias com investidores privados. No entanto, reforça que a regularização dos créditos junto ao poder público seria a principal medida capaz de assegurar a recuperação plena da companhia.

Enquanto a disputa não se resolve, sindicatos locais e associações comerciais têm pressionado as autoridades para que encontrem uma solução célere. O temor é de que a persistência do impasse leve à desativação definitiva das operações e ao aumento do desemprego em uma região já afetada pela retração econômica.

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Caio é empreendedor e fundador do Galpão das Máquinas, a maior plataforma online de compra, venda e divulgação de equipamentos industriais no Brasil. Com mais de 20 de experiência prática no setor de máquinas e equipamentos, atua diariamente acompanhando fabricantes, importadores e revendedores.

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