Recursos do banco de fomento vão atualizar unidades fabris e fortalecer PD&I da maior produtora de celulose do mundo
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou, em 30 de março de 2026, um financiamento de R$ 411,4 milhões para a Suzano S.A., maior produtora de celulose de eucalipto do mundo. Os recursos serão destinados à modernização das unidades fabris da companhia, distribuídas em estados como Mato Grosso do Sul, Bahia, Maranhão, Pará, São Paulo e Espírito Santo, além de investimentos em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I). O aporte foi estruturado para elevar a eficiência operacional da empresa e reforçar sua posição competitiva frente a concorrentes escandinavos, canadenses e chilenos num mercado cada vez mais disputado.
A Suzano opera com capacidade instalada superior a 15 milhões de toneladas anuais de celulose e exporta para mais de 80 países. A empresa chegou a esse porte após a fusão com a Fibria, concluída em 2019, que criou uma das maiores companhias florestais do planeta. Desde então, a companhia executa um plano de expansão que inclui a Planta Cerrado, em Ribas do Rio Pardo (MS), projetada como a maior fábrica de celulose do mundo em capacidade individual.
O financiamento do BNDES segue uma lógica comum ao setor: projetos de alta intensidade de capital, com ciclos de investimento que podem superar uma década, dependem de crédito de longo prazo para viabilidade financeira. O banco de fomento, ao aprovar o aporte, sinaliza alinhamento com a política industrial federal de apoio à competitividade de setores exportadores de base florestal.
Modernização das fábricas e ganhos operacionais esperados
A parcela destinada às unidades fabris prevê atualização de linhas de produção com foco em eficiência energética e redução de custos operacionais. A Suzano já adota práticas reconhecidas internacionalmente em sustentabilidade florestal, e a modernização deve ampliar esses indicadores, além de aumentar a produtividade nas plantas existentes sem necessariamente expandir a área operacional. A empresa não divulgou quais unidades específicas receberão os investimentos prioritários.
PD&I como vetor de diversificação de produtos
Os recursos direcionados a pesquisa e inovação colocam a Suzano na fronteira tecnológica do setor de papel e celulose, com potencial para desenvolver bioprodutos e materiais de base renovável que diversifiquem o portfólio além da celulose tradicional. O mercado global de bioprodutos florestais movimentou cerca de US$ 600 bilhões em 2023, segundo estimativas do setor, e empresas que avançam em inovação tendem a capturar margens superiores às obtidas com commodities convencionais.

