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Mesmo com queda de 17% na receita líquida, o setor de máquinas e equipamentos apresentou um dado positivo no mercado de trabalho em janeiro de 2026. O setor registrou melhora no nível de emprego, alcançando 418,9 mil trabalhadores — acréscimo de 18 mil postos em comparação a janeiro de 2025.
O resultado chama atenção justamente por ocorrer em um período de retração financeira. Especialistas avaliam que o crescimento do emprego reflete a continuidade de projetos industriais iniciados ainda em 2025, além de investimentos em expansão de capacidade que já estavam em andamento antes do aperto monetário se intensificar no país.
A dissociação entre receita e emprego é um fenômeno que economistas do setor acompanham com cuidado. Em teoria, quedas de receita tendem a pressionar as empresas a reduzir custos, incluindo mão de obra. O fato de o emprego ter crescido sugere que parte das indústrias optou por manter equipes na expectativa de recuperação da demanda ao longo do ano.
Outro fator relevante é o perfil das contratações. Parte expressiva das vagas abertas no período está ligada à operação de equipamentos automatizados e sistemas digitais — reflexo do avanço da Indústria 4.0 nas plantas brasileiras, que exige profissionais com perfil técnico mais qualificado e, consequentemente, salários mais elevados.
O setor observa com atenção a trajetória dos juros e o comportamento do câmbio nos próximos meses. Esses dois fatores devem determinar se o nível de emprego consegue se manter ou se sofrerá ajuste ao longo do primeiro semestre de 2026.
Fonte: Abimaq

