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O mercado de trabalho formal brasileiro deu início a 2026 com força. Em janeiro, o país registrou a criação de 112.334 novos postos com carteira assinada, fazendo o estoque total de vínculos ativos ultrapassar a marca histórica de 48,5 milhões de trabalhadores.
A indústria foi a grande protagonista do mês, responsável pela geração de 54.991 vagas, demonstrando força na produção e na manufatura. O dado representa mais de 48% de todos os empregos criados no período — resultado expressivo para um setor que enfrenta juros altos e câmbio desfavorável às exportações.
O desempenho chama atenção por ocorrer em um cenário macroeconômico ainda desafiador. A taxa Selic elevada encarece o crédito para investimento produtivo, e o real valorizado pressiona as margens das empresas exportadoras. Mesmo assim, o setor industrial demonstrou capacidade de absorver mão de obra, sinalizando que projetos de expansão iniciados em 2025 ainda estão em fase de execução e contratação.
Em análise de doze meses, entre fevereiro de 2025 e janeiro de 2026, o Brasil acumulou saldo positivo de 1.228.483 empregos, crescimento de 2,6% na base de trabalhadores formalizados. O salário médio real de admissão em janeiro atingiu R$ 2.389,78, alta de 3,3% em relação a dezembro de 2025.
Para economistas do setor, o resultado de janeiro é um sinal positivo, mas ainda não garante uma tendência consolidada. O comportamento da economia global, os desdobramentos da política comercial norte-americana e as decisões do Banco Central nos próximos meses serão determinantes para saber se o mercado de trabalho industrial mantém esse ritmo ao longo do primeiro semestre de 2026.
Fonte: Novo CAGED / Ministério do Trabalho e Emprego

