O Perfil 2025 da Abiplast confirma o tamanho colossal do mercado de embalagens flexíveis no Brasil. O país consome mais de 2 milhões de toneladas de filmes, sacarias, mantas e laminados de polietileno (PE), um volume que coloca esse segmento entre os maiores consumidores de resina do território nacional.
O PEBD e o PELBD são protagonistas nas embalagens flexíveis, usados em sacos industriais, sacolas, filmes termoencolhíveis, bobinas técnicas e embalagens alimentícias. Já o PEAD se destaca em sacarias industriais, embalagens estruturadas e aplicações que exigem maior rigidez.
A tecnologia também evoluiu. O uso de extrusoras de 5, 7 e até 9 camadas permite criar filmes complexos que combinam barreira, resistência, transparência e propriedades mecânicas específicas.
Essa capacidade tecnológica posiciona o Brasil entre os mercados mais competitivos do mundo em flexíveis.
Um dos avanços mais relevantes é a incorporação de reciclado. Filmes de menor complexidade já utilizam 20% a 50% de PE pós-consumo, reduzindo custos e ampliando a circularidade da cadeia.
Em setores como logística, agricultura e construção civil, a presença de material reciclado é ainda maior.
Filmes agrícolas também compõem parte expressiva do setor.
Estufas, silagem, cobertura de solo e filmes de proteção movimentam centenas de milhares de toneladas por ano, apoiando diretamente a produtividade do agronegócio brasileiro.
Com alta tecnicidade, escala massiva e demanda constante, as embalagens flexíveis continuam como um dos pilares da indústria plástica brasileira — e devem crescer impulsionadas por varejo, e-commerce, alimentação e logística avançada.

