A indústria eletroeletrônica é uma das que mais dependem do plástico no Brasil. Segundo o Perfil 2025 da Abiplast, o setor figura entre os maiores consumidores de polímeros, movimentando volumes expressivos em carcaças, peças estruturais, itens de isolamento, conectores, suportes e componentes de precisão.
Os polímeros usados são altamente técnicos. ABS, PC, PS-HI, PP e PA formam o núcleo dos materiais do setor. O ABS, isoladamente, aparece em centenas de produtos — desde televisores até pequenos eletroportáteis — por sua combinação de rigidez, resistência ao impacto e boa aparência superficial.
O policarbonato (PC) é usado em peças transparentes de alto desempenho, e o PP domina partes internas e encaixes estruturais.
O relatório mostra uma tendência clara: a explosão dos dispositivos conectados.
Casas inteligentes, automação residencial, dispositivos IoT, leitores, sensores, hubs e equipamentos de monitoramento aceleram a demanda por plásticos de engenharia, especialmente aqueles com resistência térmica, elétrica e dimensional.
Outro ponto importante é a miniaturização.
À medida que os aparelhos ficam menores, aumenta a necessidade de materiais com estabilidade dimensional, moldabilidade precisa e excelente comportamento térmico — características típicas de resinas nobres.
Além disso, o setor já começa a incorporar resina reciclada em carcaças de alguns produtos. O uso ainda é limitado, mas modelos menos sensíveis já contam com 10% a 25% de conteúdo reciclado.
A tendência é clara: conforme a tecnologia avança, o plástico continua sendo o material central na evolução dos dispositivos modernos.

