Apesar da expansão da reciclagem mecânica, a reciclagem química ainda representa apenas 1% de todo o material reciclado no mundo, segundo o Perfil 2025 da Abiplast. O número é baixo, mas o potencial é imenso — e pode transformar a indústria nos próximos anos.
A reciclagem química atua em um ponto onde a mecânica não consegue avançar: resíduos altamente contaminados, misturados, coloridos ou degradados.
Por meio de processos como pirólise, despolimerização e gaseificação, é possível transformar lixo plástico em óleo, monômeros ou combustíveis, reinserindo o material na cadeia petroquímica.
Mas, por enquanto, a escala é pequena.
O relatório mostra que a limitação vem de custos elevados, necessidade de plantas de grande porte e complexidade tecnológica.
A maior parte dos projetos está concentrada nos Estados Unidos, Europa e Japão.
Mesmo assim, o crescimento é acelerado.
O investimento anual em reciclagem química ultrapassa US$ 1 bilhão, e dezenas de plantas estão em construção.
Empresas de embalagens e petroquímicas têm apostado no processo para cumprir metas de circularidade e garantir fornecimento de material reciclado com qualidade próxima ao virgem.
Se a reciclagem química ganhar escala, ela pode resolver parte do problema global de resíduos pós-consumo — especialmente os que hoje são rejeitos sem valor comercial.

