A indústria brasileira absorveu 1,55 milhão de toneladas de resíduos plásticos pós-consumo em 2024, segundo o Perfil 2025 da Abiplast. O número representa avanço de dois dígitos em relação ao ano anterior e confirma o apetite crescente de fabricantes por matéria-prima reciclada para embalagens, utilidades domésticas e peças técnicas.
A composição desse volume mostra tendências claras. PEAD, PP e PET lideram o processamento e concentram cerca de 68% do total.
O PET, inclusive, mantém a maior pureza média e segue como o material mais disputado pelo setor alimentício e de bebidas. Já o PP reciclado tem ganhado força em aplicações de maior valor, alimentado pela demanda automotiva.
Mesmo com esse avanço, ainda sobra espaço para crescer. Considerando a capacidade ociosa do país — cerca de 900 mil toneladas — o Brasil poderia superar 2 milhões de toneladas de recuperação por ano se houvesse melhor coleta e logística reversa mais estruturada.
Outro ponto de destaque é o emprego: 16,7 mil profissionais atuam diretamente na reciclagem mecânica, com aumento contínuo de vagas em operações mais automatizadas. Isso reforça o setor como peça fundamental da cadeia industrial e da agenda ambiental.
O crescimento do pós-consumo mostra que a economia circular já não é uma tendência — é uma realidade que redefine o mercado.

