O Brasil se prepara para uma das maiores expansões de reciclagem da sua história recente. Segundo projeções da Abiplast, a capacidade instalada para reciclar plástico deve crescer 36% até 2026, impulsionada por investimentos em novas plantas, automação e demanda crescente por resinas recicladas.
Esse avanço tem como principal motor o apetite de grandes empresas consumidoras de embalagens.
Setores como alimentos, cosméticos e bebidas estabeleceram metas agressivas de conteúdo reciclado, criando contratos de fornecimento e pressionando a cadeia por qualidade, rastreabilidade e regularidade na entrega.
A infraestrutura também está evoluindo. Linhas de triagem mais modernas, sistemas de separação ótica e lavadores de alta eficiência tornam possível recuperar resíduos com menor contaminação e maior valor agregado.
O investimento está distribuído principalmente no Sudeste e no Sul, mas o Nordeste cresce acima da média nacional.
Apesar dos avanços, o relatório lembra que o país ainda enfrenta gargalos na coleta seletiva.
Cidades de médio e grande porte concentram desperdícios por falta de padronização, o que limita o volume de resíduos aptos à reciclagem.
Mesmo assim, o setor vê uma oportunidade de dobrar sua relevância econômica na próxima década.
A expansão prevista até 2026 não é apenas um salto de capacidade: é a consolidação de um novo modelo industrial baseado em circularidade.

