O novo levantamento da Abiplast revela que a indústria do plástico ocupa uma posição estratégica dentro da economia brasileira. Com 404 mil trabalhadores, o setor aparece como o quarto maior empregador da indústria nacional, ficando atrás apenas dos segmentos de alimentos, construção e vestuário. A relevância vai muito além do tamanho: é uma cadeia que abastece praticamente todos os setores produtivos do país.
A amplitude de aplicação dos plásticos explica parte dessa força.
Embalagens para alimentos e bebidas, tubos e conexões, peças automotivas, componentes eletroeletrônicos, itens para agricultura, materiais hospitalares, tampas, filmes e utensílios domésticos: tudo isso depende diretamente de transformadores espalhados por todo o território nacional.
Outro ponto destacado pelo relatório é a elevada formalização. A maior parte dos trabalhadores atua em empresas de pequeno e médio porte, mas com carteira assinada, treinamentos regulares e acesso a processos industriais modernos.
O setor também apresenta crescimento contínuo na demanda por operadores especializados, técnicos em polímeros, programadores de máquinas e profissionais ligados à automação.
A capacidade de empregar em grande escala mesmo com alta dispersão geográfica faz com que o plástico tenha impacto direto na renda e no desenvolvimento regional.
Estados como São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Minas Gerais concentram grande parte das vagas, mas polos importantes também vêm surgindo no Nordeste e no Centro-Oeste.
O setor ainda enfrenta desafios, especialmente os custos de energia e a volatilidade das resinas.
Mesmo assim, o peso do emprego industrial mostra que o plástico permanece essencial para manter cadeias produtivas funcionando — e para sustentar milhares de municípios cuja economia depende das pequenas indústrias transformadoras.

