O setor de transformados plásticos fechou 2024 com um desempenho que reafirma seu peso na economia brasileira. De acordo com o Perfil 2025 da Abiplast, o segmento movimentou R$ 164,8 bilhões no último ano, resultado que coloca a cadeia entre as principais forças industriais do país e essencial para atividades que vão da alimentação à construção civil.
Diferente de outros segmentos que apresentam grande concentração em poucas empresas, os transformados plásticos são movidos por milhares de micros e pequenas indústrias espalhadas pelo país.
Elas fabricam embalagens, peças técnicas, itens de consumo, componentes automotivos, tubulações e produtos estratégicos que garantem operação diária de setores inteiros. Essa capilaridade faz com que o impacto econômico do setor seja muito mais profundo do que os números sugerem.
Outro fator determinante para esse volume é a diversidade dos processos produtivos. Extrusão, injeção, sopro, termoformagem e rotomoldagem formam um ecossistema amplo, capaz de atender demandas de pequenas tiragens até produção em larga escala.
Essa flexibilidade mantém o setor competitivo mesmo diante das oscilações de preços das resinas e das pressões de custos que marcaram 2024.
O relatório também indica um movimento crescente de modernização.
Empresas estão adotando sistemas digitais de monitoramento, controle de eficiência e rastreamento de produção — elementos cada vez mais presentes em indústrias que desejam reduzir perdas e aumentar margem.
Ao mesmo tempo, cresce o uso de conteúdo reciclado nas linhas de produtos, impulsionado por metas ambientais e pelas novas exigências de mercado.
Com indústrias distribuídas em todos os estados e forte presença no Sudeste, o setor de transformados plásticos mantém posição estratégica no desenvolvimento regional.
30A combinação entre capacidade produtiva variada, avanço tecnológico e expansão da economia circular reforça a expectativa de crescimento para os próximos anos, mesmo em um cenário de custos elevados e pressão competitiva.

