Em 2024, a indústria brasileira do plástico consolidou seu papel como uma das maiores forças produtivas do país. Segundo dados do Perfil 2025 da Abiplast, o setor emprega 404 mil trabalhadores distribuídos em 14.662 empresas ativas, formando uma cadeia que influencia diretamente a atividade industrial, o comércio e a logística em todas as regiões do Brasil.
O levantamento mostra que o segmento permanece entre os quatro maiores empregadores da indústria nacional, sustentado principalmente por micros, pequenas e médias empresas que compõem a base da cadeia produtiva.
Esse conjunto de negócios abastece desde fabricantes de embalagens alimentares até setores de alta tecnologia, como automotivo, construção civil, agronegócio e saúde.
Boa parte dessa força econômica está concentrada na região Sudeste, que abriga quase metade das empresas do setor e responde por uma fatia significativa da mão de obra empregada. Só o estado de São Paulo reúne 6.200 indústrias transformadoras de plástico, número que fortalece o estado como principal polo nacional em produção, consumo e inovação.
Outro ponto de destaque do relatório é o perfil da mão de obra. A indústria do plástico mantém um dos maiores índices de formalização do país e tem investido na qualificação técnica dos trabalhadores.
Segundo a Abiplast, mais de 67% dos profissionais possuem ensino médio completo, e cresce a demanda por operadores especializados, técnicos em polímeros, analistas de processos e profissionais ligados à automação.
O setor também tem avançado em digitalização e modernização fabril. Tecnologias como monitoramento remoto, integração de dados, controle automatizado de máquinas e sistemas de eficiência energética já fazem parte da rotina de muitas indústrias.
Esse movimento acompanha a chegada de novos equipamentos, mais precisos e com menor consumo energético, além de iniciativas de economia circular que ampliam o uso de materiais reciclados.
Mesmo diante de desafios estruturais — como custo de energia, carga tributária e volatilidade de preços das resinas — a cadeia do plástico continua crescendo e ampliando sua relevância na economia.
O relatório reforça que a indústria tem um papel estratégico para o país, tanto pela capacidade de geração de empregos quanto pela presença em praticamente todas as cadeias produtivas do mercado brasileiro.

