O setor produtivo da Índia registrou uma aceleração notável em outubro de 2025, marcando um dos melhores desempenhos dos últimos cinco anos. O indicador HSBC India Manufacturing Purchasing Managers’ Index (PMI), que mede a saúde do setor, subiu para 59.2, impulsionado por um crescimento robusto de novos pedidos. O principal motor deste salto foi a forte demanda doméstica, combinada com os benefícios tangíveis das recentes reformas no Imposto sobre Bens e Serviços (GST).
O PMI é um indicador fundamental compilado pela S&P Global, fornecendo uma visão crucial sobre as condições operacionais do setor.
Para o mercado, qualquer leitura acima da marca de 50.0 é interpretada como uma expansão, enquanto leituras abaixo indicam contração. A marca de 59.2 em outubro, vinda de 57.7 em setembro, sinaliza uma melhoria acelerada e bem acima do limiar crítico.
Essa forte resiliência da manufatura demonstra a vitalidade da quinta maior economia do mundo.
A marca de 59.2 igualou o ritmo de crescimento observado em agosto, alcançando o desempenho conjunto mais forte em cinco anos. Esse crescimento foi atribuído pelas empresas a campanhas de publicidade eficazes e, principalmente, às condições de demanda interna que se mantiveram aquecidas.
O otimismo e a força da demanda se refletiram diretamente na cadeia de suprimentos. Em outubro, os fabricantes aumentaram a compra de matérias-primas e itens semiacabados no ritmo mais rápido registrado desde maio de 2023.
Essa expansão nos níveis de compra foi uma resposta direta à necessidade de suplementar a produção e adicionar aos estoques.
Além disso, o aumento do estoque de matérias-primas atingiu a segunda taxa mais rápida desde que a coleta de dados começou em março de 2005, ficando atrás apenas do pico de maio de 2023.
Isso sugere que as empresas estão se preparando para sustentar um crescimento de longo prazo, esperando que a alta demanda continue.
Apesar da moderação nos preços dos insumos, as empresas aproveitaram a demanda vigorosa. Os preços médios de venda subiram no ritmo mais rápido em quase 12 anos pelo segundo mês consecutivo.
Os fabricantes indicaram que estavam repassando os custos adicionais, como frete e mão de obra, aos consumidores finais, sem enfrentar resistência devido à forte demanda.
A força de trabalho também demonstrou solidez. O emprego no setor de manufatura cresceu pelo 20º mês consecutivo, embora em um ritmo moderado.
A criação contínua de vagas é um sinal de otimismo das empresas em relação ao futuro, apoiado pela expectativa de que as reformas fiscais do GST continuarão a gerar benefícios e demanda saudável.
Os resultados confirmam o papel crucial da demanda doméstica para compensar a desaceleração nas exportações.
Embora os novos pedidos de exportação tenham crescido no ritmo mais lento em 10 meses, o crescimento geral da produção e dos novos pedidos domésticos foi suficiente para levar o setor a uma máxima de cinco anos.

