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Eletroerosão por penetração: cavidades complexas em materiais endurecidos


A eletroerosão por penetração — também chamada de EDM por afundamento, die sinking EDM ou simplesmente erosão — usa um eletrodo usinado com a forma negativa da cavidade desejada para remover material da peça por descargas elétricas. É o processo padrão para fabricação de cavidades em moldes de injeção, matrizes de forjamento e ferramental que exige geometrias tridimensionais impossíveis de produzir por fresamento em materiais temperados.


Para comparar com a eletroerosão a fio e outros processos disponíveis, acesse eletroerosão a fio e outros processos na plataforma.

Aplicações típicas


Moldes de injeção plástica: Cavidades, nervuras finas, texturas e geometrias com profundidade que o fresamento não alcança sem colisão de ferramenta. É a aplicação mais comum da eletroerosão por penetração no Brasil.


Matrizes de forjamento e estampagem: Cavidades em aço ferramenta temperado para produção de peças forjadas e estampadas. O processo não gera tensões mecânicas que poderiam trincar o material endurecido.


Furos de formas especiais: Furos quadrados, hexagonais, com splines ou qualquer perfil que corresponda ao eletrodo. Aplicação comum em ferramentaria e manutenção industrial.


Remoção de ferramentas quebradas: Brocas, machos e insertos quebrados dentro de peças podem ser removidos por EDM sem danificar a peça — o eletrodo erode a ferramenta quebrada sem afetar o material ao redor.

O eletrodo: o componente que define a geometria


Na eletroerosão por penetração, o eletrodo é usinado previamente com a forma negativa da cavidade desejada. Os materiais mais comuns são cobre (melhor acabamento superficial) e grafite (usinagem mais rápida do eletrodo, menor custo). A qualidade do eletrodo determina diretamente a qualidade da cavidade errodida — tolerâncias no eletrodo se transferem para a peça.

Parâmetros que definem a capacidade da máquina


Curso nos eixos X, Y e Z: Define o tamanho máximo da peça e o alcance de posicionamento do eletrodo. Máquinas de bancada têm cursos de 200 x 150 x 150 mm; industriais chegam a 600 x 400 x 400 mm ou mais.


Corrente máxima do gerador: Define a velocidade de remoção de material e o acabamento possível. Alta corrente = remoção rápida com acabamento rugoso. Baixa corrente = remoção lenta com acabamento fino.


Sistema de posicionamento do eletrodo: Máquinas CNC com múltiplos eixos permitem erodir cavidades complexas com movimentos orbitais do eletrodo — resultado em geometrias mais uniformes e melhor acabamento.

O que verificar antes de comprar uma eletroerosão por penetração usada


Gerador de descargas: O componente mais crítico. Teste a máquina com diferentes configurações de corrente e verifique a estabilidade das descargas — instabilidade indica desgaste ou problema no gerador.


Sistema de filtragem do dielétrico: O óleo dielétrico precisa de filtragem constante para remover partículas erosadas. Filtros saturados ou bomba com vazão reduzida comprometem a qualidade da erosão e podem causar curtos-circuitos.


Precisão de posicionamento: Faça um teste de repetibilidade — comande a máquina para uma posição, retorne à origem e recomande a mesma posição. O desvio entre as duas posições indica o estado dos fusos e guias.


Sistema de controle: Verifique se o CNC está funcional, se há suporte técnico disponível e se a máquina aceita programas nos formatos que você usa. Sistemas de controle obsoletos podem não ter peças de reposição disponíveis.

Perguntas Frequentes