A WIKA Instruments Ltda. inaugurou em março de 2026 sua nova planta industrial em Boituva, interior de São Paulo, com investimento de R$ 100 milhões. O aporte é um dos maiores do segmento de instrumentação industrial no país nos últimos anos.
Boituva como polo estratégico para a expansão da WIKA
A escolha de Boituva não foi aleatória. O município integra o eixo industrial do interior paulista, com acesso direto às principais rodovias do estado e proximidade com o Porto de Santos, o que reduz custos logísticos e aumenta a competitividade dos produtos fabricados localmente. A WIKA, subsidiária brasileira do grupo alemão WIKA Alexander Wiegand SE & Co. KG, fabrica instrumentos de medição para pressão, temperatura, nível e fluxo, atendendo setores como óleo e gás, petroquímica, energia, alimentos e bebidas, farmacêutico e siderúrgico.
A nova unidade deve gerar empregos diretos e indiretos na região e ampliar o fornecimento de equipamentos para projetos em andamento no Brasil, incluindo obras de infraestrutura energética, a expansão da indústria naval no Porto de Rio Grande e iniciativas ligadas ao hidrogênio verde. O grupo WIKA opera em mais de 40 países e registra faturamento anual superior a 1 bilhão de euros no consolidado global.
Expansão europeia no Brasil e o contexto da Hannover Messe 2026
A inauguração da planta em Boituva se insere em um movimento mais amplo de relocalização e expansão de unidades industriais europeias no Brasil, impulsionado pela busca por mercados emergentes, disponibilidade de mão de obra qualificada e incentivos fiscais estaduais para atração de investimentos produtivos. O Brasil será o parceiro oficial da Hannover Messe 2026, a maior feira industrial do mundo, o que reforça o interesse crescente do capital estrangeiro na capacidade produtiva nacional.
O investimento de R$ 100 milhões da WIKA sinaliza comprometimento de longo prazo com o mercado brasileiro em um setor onde a demanda por instrumentação de precisão tende a crescer junto com projetos de grande porte na indústria de energia e infraestrutura. Em 2025, o Brasil atraiu cerca de R$ 530 bilhões em investimentos estrangeiros diretos, segundo dados do Banco Central, com o setor industrial respondendo por parcela relevante desse fluxo.

