O Perfil 2025 da Abiplast revela que a indústria brasileira de transformados plásticos fechou o último ano com 7,5 milhões de toneladas produzidas, registrando crescimento de 3,7%, mesmo em um cenário econômico de oscilação cambial, juros elevados e custos logísticos elevados.
A produção inclui tubos, filmes, peças injetadas, utilidades domésticas, embalagens rígidas, itens automotivos, componentes eletroeletrônicos e dezenas de outras aplicações que formam a base industrial do país.
A extrusão lidera com folga, responsável por 61% da produção total, impulsionada por filmes, tubos, mantas, sacarias e perfis.
A injeção aparece em segundo lugar, com 25%, movida por peças automotivas, utilidades e eletroeletrônicos.
O sopro contribui com 9%, especialmente em embalagens rígidas, frascos e bombonas.
No consumo de resina, o trio PP, PEAD e PET segue dominante, representando juntos mais de 60% do volume nacional.
Já as resinas recicladas atingiram 1,012 milhão de toneladas, reforçando um movimento consistente de expansão da circularidade.
O relatório destaca que setores como alimentos, logística, construção civil, farmacêutico e automotivo são os principais vetores de demanda.
A combinação de inovação, automatização e necessidade de materiais leves e duráveis mantém a indústria dinâmica, competitiva e essencial para a economia.
Os números mostram que o setor de transformados plásticos não apenas resistiu — ele cresceu e se consolidou como uma das bases do desenvolvimento industrial brasileiro.

