Em Mogi Guaçu, interior de São Paulo, a Suspensys iniciou neste mês a produção integral de todos os eixos dianteiros usados nos caminhões e ônibus Mercedes-Benz fabricados no Brasil e na Argentina. A consolidação da operação marca um movimento estratégico para a cadeia automotiva, ampliando a autonomia industrial da montadora e reforçando a capacidade produtiva nacional em um segmento considerado crítico na fabricação de veículos pesados.
A Suspensys faz parte da Randoncorp e é uma das principais fabricantes de eixos e sistemas de suspensão da América Latina.
A empresa possui histórico de fornecimento para grandes montadoras e opera com foco em tecnologias avançadas de mecanização, automação e soldagem, atendendo diferentes mercados de transporte de carga e passageiros.
A nova planta de Mogi Guaçu recebeu investimento de R$ 150 milhões, foi construída com padrões internacionais de engenharia e passou por um período de operação piloto desde fevereiro.
Agora, atinge capacidade plena e passa a atender 100% da demanda de eixos dianteiros da Mercedes-Benz na região.
A unidade opera em três turnos, emprega diretamente e indiretamente mais de 200 profissionais e conta com cerca de 230 colaboradores fixos.
Sua capacidade instalada permite a produção anual de 80 mil eixos, volume suficiente para suprir toda a linha de caminhões e ônibus da montadora no Brasil e parte destinada à Argentina.
O projeto foi desenvolvido para ser um dos mais eficientes da Randoncorp, integrando processos robotizados, células de manufatura modular e rígidos controles de qualidade.
A fábrica também foi desenhada para ampliar a rastreabilidade dos componentes, reduzir perdas produtivas e aumentar a previsibilidade nas entregas.
Para o setor automotivo, o início da operação completa representa uma mudança relevante: a Mercedes-Benz passa a concentrar a produção desse componente em uma única unidade especializada, com ganho de escala e redução de complexidade logística.
A medida também fortalece a cadeia de fornecedores nacionais e contribui para a expansão industrial do eixo Campinas–Mogi Guaçu, que vem atraindo novos investimentos em manufatura avançada.

