Como redes privativas 5G impulsionam a indústria 4.0

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A empresa V2COM publicou um relatório demonstrando que redes celulares privativas 5G poderão representar cerca de 11% (aproximadamente 1,56 milhão) das estações 5G instaladas globalmente até 2027 — um avanço substancial para o setor industrial, pois essas redes oferecem cobertura, capacidade e volume de dados otimizados para ambientes fabris.

A V2COM, fundadora desse estudo, foi criada em 2002 em São Paulo e integra hoje o grupo WEG, uma gigante brasileira no segmento industrial, com instalação fabril em Jaraguá do Sul (SC) inaugurada em 2022.

De acordo com o relatório da consultoria britânica Rethink Research, as redes privativas 5G deverão crescer de 51,1 exabytes/mês atualmente para 77,4 milhões de exabytes/mês até 2027 — uma escala impressionante de ampliação de dados em trânsito.

No contexto da Indústria 4.0, essas redes permitem atender aplicações de mMTC (Massive Machine Type Communication) — suportando milhares de dispositivos fabris —, reduzem a latência para sistemas críticos, gerenciam robôs autônomos dentro e fora da planta, e aumentam a segurança ao trafegar dados em rede privativa dedicada.

No Brasil, especificamente, o projeto Open Lab 5G WEG/V2COM avaliou, com testes de antenas e dispositivos 5G em diferentes frequências, a viabilidade técnico-econômica de rede 5G privativa em ambiente industrial — fornecendo dados à Anatel para o leilão 5G.

As arquiteturas em redes privativas 5G podem operar de forma híbrida, integrando-se à rede pública: por exemplo, dispositivos móveis que saem da cobertura privativa migram para a rede pública. Esse modelo abre caminho para fábricas com maior eficiência, autonomia e integração da cadeia produtiva.

Entretanto, a definição da conectividade ideal em projetos de Internet das Coisas industrial (IIoT) exige análise de escopo: número de dispositivos, quantidade de dados, alcance, consumo de energia e custo mensal de infraestrutura — escolhas inadequadas podem levar ao subaproveitamento das “coisas inteligentes”.

Para os gestores industriais, a mensagem é clara: investir em rede privativa 5G bem dimensionada e adaptada às necessidades específicas da planta pode ser diferencial competitivo — roubando vantagem em velocidade, segurança e volume de dados frente a indústrias que operam com conectividade padrão.

Marcos Almeidahttps://galpaodasmaquinas.com.br/noticias
Marcos Almeida é jornalista especializado no setor industrial, com foco em expansão fabril, investimentos produtivos e tecnologia para manufatura. Há mais de dez anos acompanha de perto os movimentos das indústrias brasileira e internacional, cobrindo anúncios de novas plantas, modernização de fábricas, lançamentos tecnológicos e indicadores econômicos que impactam o setor

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