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A indústria brasileira abriu 2026 com o melhor desempenho mensal desde junho de 2024. Dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostram que a produção industrial avançou 1,8% em janeiro na comparação com dezembro de 2025, resultado bem acima da expectativa de economistas, que projetavam alta de apenas 0,7%.O crescimento interrompeu uma sequência de três meses consecutivos de queda — outubro, novembro e dezembro do ano passado — e eliminou parte do recuo acumulado no último quadrimestre de 2025. Na comparação com janeiro de 2025, a alta foi de 0,2%.Segundo André Macedo, gerente da Pesquisa Industrial Mensal do IBGE, parte do resultado favorável pode ser explicada pela base fraca de comparação. Em dezembro, além do menor dinamismo que já vinha caracterizando o setor, houve uma frequência elevada de férias coletivas. Com a retomada das atividades produtivas em janeiro, parte dessas perdas foi naturalmente recuperada.Os setores que mais puxaram o resultado foram produtos químicos, com crescimento de 6,2%, impulsionado por adubos, fertilizantes e defensivos agrícolas, e veículos automotores, com alta de 6,3%, liderada pela fabricação de caminhões e autopeças. No total, 19 das 25 atividades industriais pesquisadas registraram resultados positivos no mês.O setor de máquinas e equipamentos, no entanto, seguiu na contramão, com queda de 6,7%, a segunda retração consecutiva. O IBGE aponta o ambiente de juros elevados como fator central na inibição de investimentos em bens de capital. Apesar do dado positivo, economistas alertam que o saldo acumulado de setembro a dezembro ainda representa uma perda de 0,8% não recuperada.

