A Nestlé, gigante global de alimentos e bebidas, foi fundada em 1866 e hoje opera em 186 países, sendo a maior empresa de alimentos do mundo em receita. No Brasil, sua operação é estratégica, focada na produção de marcas líderes em diversos segmentos, desde laticínios a chocolates.
A companhia tem uma meta global ambiciosa: atingir emissões líquidas zero (Net Zero) até 2050, com a redução intermediária de 50% nas emissões até 2030. No Brasil, essa jornada de descarbonização está sendo acelerada por um plano de investimento de grande escala.
A empresa anunciou que irá destinar um total de R$ 7 bilhões em investimentos no país até 2028.
Estes recursos serão direcionados para a modernização industrial, a expansão da capacidade produtiva e, principalmente, para a sustentabilidade e a adoção de novas tecnologias como a inteligência artificial.
O foco central da estratégia de sustentabilidade é a completa transição da matriz energética das unidades fabris. Quatro unidades já estão na linha de frente dessa mudança: Araçatuba e Caçapava, em São Paulo, e Ibiá e Ituiutaba, em Minas Gerais.
A meta específica é reduzir em 30% a pegada de carbono no Brasil até 2026 por meio da adoção de combustíveis renováveis, como o biometano.
A fábrica de Araçatuba, por exemplo, foi a primeira a integrar o biometano, fornecido pela Ultragaz. Esse gás renovável, gerado a partir de resíduos orgânicos, é utilizado para o aquecimento do ar na produção de leite em pó.
O resultado esperado é uma redução de até 99% nas emissões de gases de efeito estufa naquele processo.
A próxima etapa inclui a unidade de Caçapava, uma das maiores fábricas de chocolate da Nestlé no mundo. Ela será abastecida com biometano oriundo de aterros sanitários, em parceria com a empresa Gás Verde. As fábricas de Ituiutaba e Ibiá, atualmente movidas a GLP, também farão a substituição pelo biometano até 2026.
A busca por uma matriz energética mais limpa, no entanto, é um trabalho contínuo. Desde 2017, 100% das unidades da Nestlé no Brasil já são abastecidas com energia elétrica proveniente de fontes renováveis, como a hidráulica, solar e biomassa.
Como parte do plano de descarbonização, foi firmada uma parceria com a Enel para a construção de uma usina eólica no Complexo Cumaru, no Rio Grande do Norte. A nova usina abastecerá cinco unidades industriais localizadas em São Paulo, Espírito Santo e Minas Gerais.
Essas iniciativas visam garantir que toda a energia consumida pelas fábricas brasileiras seja oriunda de fontes limpas e renováveis, posicionando a inovação industrial como motor essencial para o avanço das metas ambientais e para a competitividade da companhia no mercado global.

