Embora o setor do plástico movimente cifras bilionárias, sua base produtiva é formada majoritariamente por empresas de pequeno porte. Segundo o Perfil 2025 da Abiplast, micro e pequenas indústrias representam 77% de todo o setor, desempenhando um papel central no abastecimento do mercado interno e na manutenção da competitividade brasileira.
Essas empresas fabricam itens essenciais do dia a dia: potes, tampas, filmes, frascos, tubos, mangueiras, peças técnicas, componentes simples e produtos de giro rápido.
Como estão distribuídas em praticamente todos os estados, garantem oferta constante e próxima dos centros consumidores, reduzindo custos logísticos e acelerando a reposição de estoque para indústrias de vários segmentos.
A predominância das pequenas também fortalece a economia regional. Em muitas cidades, especialmente no interior de São Paulo, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, pequenas transformadoras são o principal motor econômico local, gerando empregos formais e movimentando cadeias de fornecedores.
O relatório destaca ainda que a flexibilidade operacional dessas empresas é um diferencial competitivo.
Elas conseguem ajustar produção rapidamente, atender nichos específicos e desenvolver soluções sob medida para clientes que demandam agilidade, algo mais difícil para grandes plantas industriais.
Mesmo enfrentando desafios como acesso a crédito, custos energéticos e necessidade de modernização, essas empresas têm adotado gradualmente automação, máquinas mais eficientes e integração digital.
25O movimento aponta para um futuro onde micros e pequenas continuarão sendo a base da indústria, mas com processos cada vez mais robustos e de maior valor agregado.

