A indústria brasileira de máquinas e equipamentos abriu 2025 com um plano robusto de investimentos. Entre dezembro de 2024 e janeiro de 2025, empresas do setor declararam a intenção de aplicar R$ 8,35 bilhões ao longo do ano, um crescimento de 4,04% em relação aos R$ 8,03 bilhões investidos em 2024, segundo pesquisa do Departamento de Competitividade, Economia e Estatística da ABIMAQ.
O número marca uma inflexão importante após anos de redução no ritmo de investimentos.
Mesmo com a desaceleração econômica e os efeitos da política monetária mais restritiva, o empresariado do setor não recuou. Pelo contrário: os dados apontam que o novo ciclo de expansão está sendo guiado por uma necessidade estratégica e não apenas conjuntural.
O principal motor dessa decisão é a modernização tecnológica. Entre as empresas consultadas, 38,2% afirmaram que investirão prioritariamente em atualização de máquinas, processos e sistemas, o que pode acelerar a adoção de tecnologias digitais e automação no parque industrial brasileiro.
O movimento indica uma corrida por produtividade em um cenário global cada vez mais competitivo.
Além disso, 32% das empresas disseram que pretendem ampliar a capacidade industrial nos próximos meses, enquanto 22% devem direcionar recursos para substituição de máquinas depreciadas.
O conjunto desses indicadores mostra que a expansão não está baseada apenas em manutenção, mas em crescimento real da capacidade produtiva.
O cenário também dialoga com a retomada das vendas do setor no início de 2025.
Em abril, a receita líquida atingiu quase R$ 25 bilhões, alta de 9% frente ao ano anterior, resultado atribuído ao avanço conjunto do mercado doméstico e das exportações. No acumulado de janeiro a abril, o crescimento foi de 13,4%, reforçando a percepção de que o setor volta a operar em trajetória positiva.
Com demandas crescentes e uma utilização média da capacidade instalada acima de 77%, o movimento de investimento aponta que a indústria está se preparando para um ciclo de maior escala e eficiência.
A modernização pode ser decisiva para reduzir custos, ampliar produtividade e tornar o Brasil mais competitivo na produção de máquinas.
Se confirmados, os R$ 8,35 bilhões previstos para 2025 colocam o setor no centro da agenda industrial do país, com impacto direto em inovação, emprego e expansão da base tecnológica nacional.

