O setor plástico brasileiro se prepara para uma onda inédita de investimentos. De acordo com o Perfil 2025 da Abiplast, as empresas devem direcionar R$ 31,7 bilhões para modernização, expansão, automação e sustentabilidade até 2027. O volume, um dos maiores já projetados pelo setor, indica um reposicionamento estratégico diante das exigências de mercado e das novas pressões regulatórias.
Boa parte desse capital será aplicada em tecnologias de eficiência energética, modernização de extrusoras, injetoras servoacionadas, sistemas de controle digital, rastreabilidade e melhorias de performance fabril.
A redução de desperdícios e o aumento da precisão dos processos também estão entre as prioridades, especialmente em indústrias que trabalham com margens apertadas.
Outro eixo de investimento é a economia circular. Empresas estão destinando recursos para linhas de triagem mais modernas, separação ótica, lavadores automatizados e certificações de conteúdo reciclado.
Isso porque grandes marcas já exigem rastreabilidade completa da cadeia, pressionando o setor por qualidade e consistência.
O relatório aponta crescimento também em automação. Indústrias planejam ampliar o uso de monitoramento remoto, sensores integrados, digitalização e sistemas de controle preditivo.
Essa modernização é fundamental para compensar custos elevados de energia, matéria-prima e mão de obra especializada.
Com um parque fabril ainda muito heterogêneo, os R$ 31,7 bilhões previstos até 2027 podem redefinir a produtividade do setor — e determinar quem permanece competitivo nos próximos anos.

