A indústria brasileira do plástico vive uma transformação silenciosa, porém profunda. Segundo o Perfil 2025 da Abiplast, cresce rapidamente o número de empresas que adotam IoT, monitoramento remoto, automação e digitalização de processos, acelerando a entrada do setor na Indústria 4.0.
Essa modernização não é cosmética. Dados do relatório mostram que fábricas que digitalizaram suas linhas registram redução de 10% a 22% nas perdas de produção, além de cortes expressivos no consumo de energia, principalmente em extrusoras e injetoras servoacionadas.
O monitoramento em tempo real também permitiu ampliar a eficiência global dos equipamentos (OEE), garantindo maior estabilidade operacional.
Outro ponto importante é a conexão entre máquinas e sistemas corporativos.
Muitas empresas já trabalham com sensores que enviam dados diretamente para plataformas de controle, permitindo ajustes automáticos de temperatura, pressão, rotação e velocidade. Essa integração reduz falhas humanas e aumenta a precisão de lotes críticos.
A automação também se espalha pelo chão de fábrica. Robôs cartesianos, alimentadores automáticos, dosadores gravimétricos e esteiras inteligentes começaram a substituir operações manuais que antes eram gargalos na produtividade.
A consequência direta é aumento de competitividade — algo essencial em um setor com margens apertadas.
O relatório da Abiplast indica que essa transição ainda está no início.
A maioria das pequenas e médias fábricas não tem sistema totalmente digitalizado, mas o movimento é claro: quem moderniza reduz custos, melhora qualidade e responde mais rápido ao mercado.
E com a chegada de máquinas mais acessíveis, a Indústria 4.0 deixou de ser exclusividade de grandes empresas.

