O Grupo RFK, empresa brasileira do setor de bebidas, vai construir sua quinta unidade industrial no país com aporte de R$ 400 milhões. A nova fábrica será instalada em Presidente Prudente, no interior de São Paulo, e a companhia projeta triplicar sua capacidade produtiva com a operação. O anúncio foi feito em 28 de julho de 2026.
As quatro plantas já existentes estão em São José dos Pinhais e Cambé, no Paraná, Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, e Benevides, no Pará. A distribuição geográfica das unidades cobre regiões estratégicas do Sul, Centro-Oeste e Norte do Brasil. Presidente Prudente entra nesse mapa como a primeira operação do grupo no interior paulista, estado que concentra o maior mercado consumidor do país.
Interior de São Paulo como destino
A escolha de Presidente Prudente não é aleatória. A cidade está posicionada em um entroncamento viário relevante do oeste paulista, com acesso a rodovias que conectam o interior ao litoral e ao Centro-Oeste. A região também tem disponibilidade de mão de obra industrial e custos operacionais menores do que a Grande São Paulo, fatores que pesam na equação de qualquer decisão de localização fabril.
O movimento segue uma tendência observada em outros segmentos industriais: empresas que cresceram apoiadas em plantas nas capitais ou nas regiões metropolitanas buscam agora o interior para escalar produção sem os gargalos logísticos e o custo de terreno das grandes metrópoles.
Expansão em ambiente de juros altos
O investimento chama atenção porque acontece em um ciclo econômico adverso para a indústria. A taxa Selic segue em patamar elevado, pressionando o custo do crédito e o planejamento financeiro de projetos de longo prazo. Ainda assim, o setor de alimentos e bebidas tem mostrado resiliência, sustentado pela demanda interna consistente e por margens que permitem absorver parte do custo financeiro adicional.
O Grupo RFK atua na produção de energéticos, sucos e outras bebidas não alcoólicas, categorias que registraram crescimento de consumo nos últimos anos no Brasil. A meta de triplicar a capacidade produtiva indica que a empresa aposta em continuidade dessa curva de demanda.
Para concorrentes do setor, o movimento pode funcionar como sinal de alerta. Uma ampliação dessa escala altera o equilíbrio competitivo em distribuição, precificação e cobertura regional, o que tende a pressionar outras empresas a revisarem seus próprios cronogramas de expansão.
Segundo o anúncio da companhia, a nova unidade de Presidente Prudente integrará a rede logística já existente do grupo, complementando a cobertura territorial das demais plantas. O valor de R$ 400 milhões coloca o projeto entre os maiores investimentos individuais do setor de bebidas no Brasil no ciclo atual.

