Entre os dias 03 e 05 de março de 2026, a FIMEC (Feira Internacional de Couros, Químicos, Componentes e Máquinas para Calçados e Curtumes) transformará Novo Hamburgo, Rio Grande do Sul, no centro da tecnologia calçadista mundial. O evento é vital para o setor industrial, pois define a rota de investimentos para a renovação do parque fabril, garantindo que o Brasil mantenha sua posição exportadora através de máquinas mais rápidas, precisas e que consomem menos energia.
O Rio Grande do Sul, onde o evento ocorre, é um dos principais clusters calçadistas do país, responsável por aproximadamente 30% da produção nacional.
A FIMEC 2026 não é apenas uma vitrine; é um catalisador para a modernização. Espera-se que mais de 300 expositores apresentem inovações focadas em Impressão 3D industrial para prototipagem e sistemas de corte a laser que prometem reduzir o desperdício de couro em até 8%.
A competitividade global exige que o tempo de design ao varejo seja drasticamente reduzido. As máquinas que serão negociadas na feira de Novo Hamburgo focam exatamente nisso.
Há uma forte expectativa de crescimento de 15% na aquisição de robôs colaborativos (cobots), que trabalham lado a lado com humanos em tarefas de montagem e acabamento, elevando a produtividade por operário em 40%.
Os dados indicam que a indústria nacional, que exportou mais de 120 milhões de pares no ano passado, tem potencial para elevar esse número em 10% com a adoção das tecnologias apresentadas na FIMEC. O foco não é apenas em volume, mas em valor agregado.
O uso de químicos sustentáveis e curtumes com circuito fechado de água será outro tema central, impulsionando a indústria química a desenvolver produtos com 95% de biodegradabilidade. Isso não só atende à legislação, mas também às exigências dos mercados europeus.
A feira oferece a oportunidade de conhecer de perto máquinas de injeção direta em cabedal, que eliminam etapas de colagem, reduzindo o tempo de ciclo de produção em 25% e a necessidade de mão de obra em tarefas repetitivas.
Essa mudança reflete uma transformação estrutural, onde o operário passa a ser um gestor de robôs e sistemas, e não um mero executor.

