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A Embraer divulgou ontem os resultados financeiros e operacionais de 2025 e registrou o maior nível anual de receita de sua história. A fabricante brasileira de aeronaves alcançou R$ 41,9 bilhões em receitas no ano, crescimento de 18% em relação a 2024, superando o limite superior das projeções que a própria empresa havia divulgado.
Os segmentos que mais impulsionaram o crescimento foram Defesa e Segurança, com expansão de 36%, e Aviação Executiva, com alta de 24%. O lucro operacional, medido pelo EBIT ajustado, somou R$ 3,6 bilhões em 2025, com margem de 8,6%. No quarto trimestre, a receita atingiu R$ 14,3 bilhões, com EBIT ajustado de R$ 1,2 bilhão e margem de 8,7%.
No campo operacional, a empresa entregou 244 aeronaves em 2025, aumento de 18% em relação a 2024, incluindo 78 jatos comerciais, 155 executivos e 11 aeronaves militares, como o KC-390 Millennium e o A-29 Super Tucano. A carteira total de pedidos firmes atingiu o recorde histórico de US$ 31,6 bilhões, mais de 20% acima do registrado no ano anterior, com forte demanda pelas famílias E175 e E2.
Para 2026, a Embraer projeta receita entre US$ 8,2 bilhões e US$ 8,5 bilhões, entregas de 80 a 85 aeronaves comerciais e de 160 a 170 jatos executivos, além de margem EBIT ajustada entre 8,7% e 9,3%. A empresa também aprovou ontem um programa de recompra de até 10,9 milhões de ações próprias, válido por 12 meses a partir de hoje.

