As embalagens seguem como o principal destino do plástico no Brasil. De acordo com os dados do Perfil 2025 da Abiplast, elas representam 45% de todo o consumo nacional de transformados, dominando tanto o mercado de varejo quanto a indústria de bens não duráveis.
Essa fatia expressiva se explica pela versatilidade das resinas. Polietilenos, polipropileno e PET são amplamente utilizados na produção de filmes flexíveis, potes, frascos, tampas, garrafas e embalagens de alta barreira para alimentos.
A combinação entre leveza, custo competitivo e capacidade de proteção torna o material essencial em praticamente todos os setores.
Os números mostram que alimentos e bebidas puxam a demanda, mas cosméticos, limpeza, higiene pessoal e farmacêutico também crescem acima da média.
Setores que dependem de vida útil prolongada ou de resistência mecânica continuam preferindo o plástico por conta da estabilidade, do isolamento e da segurança.
Outro fator que influencia o crescimento é a evolução da reciclagem.
O aumento de resina pós-consumo disponível e a pressão por embalagens sustentáveis incentivam fabricantes a redesenhar produtos para facilitar reutilização e circularidade, sem perder desempenho.
Com a urbanização e a expansão do varejo, o relatório indica que o consumo de plástico para embalagens deve continuar crescendo — especialmente em produtos de giro rápido.

