A economia circular deixou de ser tendência e passou a ser exigência. Segundo o Perfil 2025 da Abiplast, cresce rapidamente o número de empresas que adotam certificações, rastreabilidade e comprovação de conteúdo reciclado, impulsionadas tanto por pressões regulatórias quanto por demanda de grandes marcas.
Entre as iniciativas mais relevantes está o avanço de sistemas que permitem rastrear desde a origem do resíduo até a entrega final da resina reciclada.
A movimentação responde à necessidade de comprovar transparência, controlar contaminações e garantir qualidade — requisitos essenciais para setores como alimentos, cosméticos e bebidas.
Plataformas como Circularize, Recircula Brasil e programas de certificação setorial ganharam escala e trouxeram novas metas, incluindo padronização de fluxo, origem documentada e acompanhamento digital que reduz margem de erro e aumenta a confiança do mercado.
O relatório mostra que a adoção de conteúdo reciclado também cresce.
Em alguns segmentos, contratos de fornecimento já estipulam percentuais mínimos de reciclado, criando um ambiente estável para expansão do setor e atraindo investimentos em limpeza, triagem e extrusão.
Esse avanço redefine a relação entre fabricantes, recicladores e consumidores.
A circularidade deixa de ser um diferencial ambiental e se torna uma engrenagem central no funcionamento da cadeia do plástico no Brasil.

