A produção nacional de resina reciclada atingiu 1,012 milhão de toneladas em 2024, segundo o Perfil 2025 da Abiplast. O crescimento acompanha tanto o aumento da capacidade instalada quanto o avanço da tecnologia de triagem e lavagem, permitindo que o material reciclado alcance padrões mais altos de pureza e desempenho.
Dentre as resinas recicladas, o PET se mantém como líder absoluto, com aplicações em embalagens rígidas, garrafas e fibras. Já o polietileno reciclado (PEAD e PELBD) tem ganhado espaço em filmes industriais, sacarias, tampas, frascos e componentes de menor exigência técnica.
O polipropileno reciclado (PP) é outro destaque, impulsionado pela demanda de indústrias automotivas e de utilidades domésticas.
Mesmo com o volume robusto, o mercado ainda tem espaço para expansão. Considerando a capacidade ociosa do setor, o país poderia produzir até 2 milhões de toneladas de resinas recicladas por ano — quase o dobro do registrado hoje.
Para isso, o relatório aponta como pontos críticos a melhoria da coleta seletiva e a ampliação de linhas de pré-lavagem e separação ótica.
Um aspecto que vem transformando o mercado é a pressão de grandes marcas. Indústrias de alimentos, cosméticos e bebidas estão aumentando metas de conteúdo reciclado, criando contratos de longo prazo e estimulando investimentos em qualidade e rastreabilidade.
Ao todo, o segmento movimenta milhares de pequenas e médias empresas, cooperativas e centros de reciclagem, formando uma cadeia econômica relevante em todas as regiões do país.
O avanço da resina reciclada não elimina a importância do plástico virgem, mas reduz dependências e abre portas para novos modelos produtivos. A expectativa do setor é de que o volume cresça de forma contínua até o fim da década.

