Brasil consome 8,14 milhões de toneladas de produtos plásticos e reforça dependência industrial do material

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O Brasil encerrou 2024 com um consumo total de 8,14 milhões de toneladas de transformados plásticos, segundo o Perfil 2025 divulgado pela Abiplast. O volume, além de expressivo, confirma a centralidade do plástico no funcionamento da economia brasileira e mostra que, mesmo com desafios regulatórios e pressões ambientais, o material segue indispensável para setores críticos como alimentação, logística, construção civil e saúde.

O relatório aponta que o consumo nacional permanece elevado por causa da versatilidade dos plásticos e da capacidade do setor em atender diferentes mercados ao mesmo tempo.

Desde embalagens alimentares de alta barreira até peças técnicas automotivas, passando por utensílios domésticos, mangueiras, tubos, filmes agrícolas e soluções para infraestrutura, o plástico se tornou um insumo de base para milhares de cadeias produtivas.

Outro elemento que explica o número é a estabilidade da oferta.

A indústria brasileira opera com ampla presença de pequenos e médios fabricantes, distribuídos regionalmente, capazes de abastecer mercados locais e responder rapidamente a variações de demanda.

Isso reduz dependência de importações e garante continuidade de produção mesmo em períodos de instabilidade econômica.

O crescimento da economia circular também começa a influenciar essa estatística.

Embora a maior parte do consumo ainda seja de plástico virgem, o avanço da reciclagem mecânica e o aumento da oferta de resinas recicladas pós-consumo ampliam o acesso a materiais alternativos e reduzem o impacto ambiental por tonelada produzida.

A tendência é que essa participação cresça nos próximos anos, acompanhando exigências de grandes marcas e metas de sustentabilidade.

Mesmo com pressões regulatórias e discussões sobre restrições a descartáveis, o cenário mostra que a demanda pelo material permanece sólida.

Para a indústria, isso representa a necessidade contínua de investir em inovação, eficiência energética, processos mais limpos e novos modelos de produção.

O consumo elevado indica oportunidade, mas também responsabilidade para toda a cadeia produtiva.

Marcos Almeidahttps://galpaodasmaquinas.com.br/noticias
Marcos Almeida é jornalista especializado no setor industrial, com foco em expansão fabril, investimentos produtivos e tecnologia para manufatura. Há mais de dez anos acompanha de perto os movimentos das indústrias brasileira e internacional, cobrindo anúncios de novas plantas, modernização de fábricas, lançamentos tecnológicos e indicadores econômicos que impactam o setor

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