O agronegócio brasileiro consome um volume crescente de produtos plásticos, e o Perfil 2025 da Abiplast mostra que essa dependência não para de aumentar. Filmes agrícolas, mangueiras, reservatórios, sistemas de irrigação, embalagens, silos flexíveis e componentes técnicos formam uma cadeia complexa que atende propriedades rurais de todos os portes.
A irrigação é o maior destaque. Sistemas de gotejamento e microaspersão — feitos quase inteiramente de PE e PP — ocupam dezenas de milhares de hectares e crescem a taxas elevadas ano após ano. Mangueiras e tubos flexíveis movimentam um dos maiores volumes da indústria extrusora nacional.
Filmes agrícolas também são críticos:
coberturas para estufas;
lonas para silagem;
filmes para solo;
proteções térmicas e de umidade.
Esses itens utilizam grandes quantidades de PEBD, PELBD e aditivos especiais que aumentam durabilidade e resistência UV.
Reservatórios rotomoldados, caixas para água e tanques de produtos químicos também são largamente usados em propriedades rurais — muitos deles com PE de média densidade, ideal para longas exposições ao sol.
O crescimento do agro coloca pressão positiva sobre a cadeia do plástico.
A busca por eficiência hídrica, redução de perdas e maior produtividade faz com que o consumo de polímeros avance de forma contínua e previsível.

