A Associação Brasileira da Indústria do Plástico (ABIPLAST) confirmou presença na Interplast 2026, feira realizada entre 25 e 28 de agosto no Centro de Exposições Expoville, em Joinville, Santa Catarina. O evento, considerado um dos maiores do setor na América Latina, reúne fabricantes, transformadores, fornecedores de insumos e desenvolvedores de tecnologia — e servirá de palco para a associação apresentar os resultados do programa Recircula Brasil durante o 6º Congresso Brasileiro do Plástico.
O Recircula Brasil é a iniciativa da ABIPLAST voltada à promoção da economia circular no setor plástico nacional. A participação no congresso ocorre num momento em que a demanda por materiais reciclados cresce de forma mensurável: o setor de eletrodomésticos e eletroeletrônicos, um dos maiores consumidores de componentes plásticos, atingiu 54 mil toneladas de plástico reciclado incorporado à produção, conforme dados divulgados pela própria ABIPLAST em julho de 2026.
Joinville como polo de tecnologia e instrumentação
A escolha da sede não é casual. Joinville concentra um dos maiores parques industriais do Brasil, com empresas de manufatura avançada, metalurgia, plásticos técnicos e automação. Para fabricantes de instrumentos de medição e controle de processo, esse ecossistema representa um público técnico diretamente interessado em soluções de rastreabilidade e conformidade regulatória.
À medida que cresce o uso de matéria-prima reciclada nas linhas de produção, cresce também a necessidade de equipamentos capazes de certificar e monitorar esse teor com precisão. Analisadores de composição de polímeros, sensores de controle de processo e sistemas de inspeção dimensional ganham relevância prática num ambiente em que a comprovação da origem e da qualidade do material reciclado passa a ser exigência técnica e, cada vez mais, regulatória.
Feiras como a Interplast funcionam como ponto de encontro entre quem desenvolve essas tecnologias e quem precisa aplicá-las no chão de fábrica. O dado das 54 mil toneladas de plástico reciclado no setor eletroeletrônico ilustra bem essa pressão: sem instrumentação adequada para medir e certificar a composição dos materiais, a escala de uso de reciclados encontra um teto técnico difícil de superar.

