Um feirão de empregos realizado no Centro de Campinas, no interior de São Paulo, reuniu mais de 400 oportunidades de trabalho na sexta-feira, 13 de junho de 2026. O evento contemplou vagas formais, estágios e posições no programa Jovem Aprendiz, além de oportunidades destinadas a pessoas com deficiência e candidatos em busca do primeiro emprego. Campinas é um dos principais polos industriais do país, com empresas ativas nos setores de manufatura, logística, alimentos, bebidas e tecnologia, o que dá ao evento uma dimensão prática: suprir rapidamente a demanda por mão de obra em uma região de alta atividade produtiva.
Jovem Aprendiz como porta de entrada na indústria
A presença do Jovem Aprendiz no feirão não é detalhe menor. O programa, regulamentado pela Lei nº 10.097/2000, obriga empresas de médio e grande porte a contratarem jovens entre 14 e 24 anos em regime de aprendizagem profissional. Para o setor industrial, isso funciona como um canal estruturado de formação técnica alinhada às necessidades locais de produção. Campinas concentra plantas industriais que dependem desse fluxo contínuo de novos trabalhadores para manter operações e reduzir gargalos de contratação.
O feirão foi organizado com suporte de entidades como o SINE, o SENAI e secretarias municipais de trabalho, que ofereceram orientação profissional e encaminhamento direto para entrevistas no próprio evento. Esse modelo presencial reduz o tempo e o custo do processo seletivo, o que interessa especialmente às indústrias que precisam preencher vagas com urgência, seja por expansão de capacidade ou por demanda sazonal.
Acesso e inclusão como critérios de organização
A escolha do Centro de Campinas como local do evento não foi casual. A região é servida por múltiplas linhas de transporte público, o que facilita o acesso de trabalhadores de diferentes bairros e perfis socioeconômicos. A inclusão de vagas para pessoas com deficiência amplia o alcance social da iniciativa e atende a obrigações legais que muitas empresas ainda têm dificuldade de cumprir fora de processos seletivos estruturados.
Eventos presenciais de recrutamento em massa como esse aumentam a taxa de correspondência entre oferta e demanda de trabalho porque colocam recrutadores e candidatos no mesmo espaço físico, acelerando triagens e reduzindo desistências. Para trabalhadores sem acesso a plataformas digitais de emprego, o feirão funciona como canal primário, não alternativo.
Das mais de 400 vagas ofertadas, o feirão incluiu oportunidades para candidatos sem experiência prévia, o que torna o evento especialmente relevante para jovens que tentam a primeira inserção formal no mercado de trabalho no polo campineiro.

