A fabricante catarinense Assinnatta anunciou uma nova coleção de lanchas de luxo com estreia prevista para setembro de 2026, composta por três modelos de 44, 47 e 51 pés e preços que podem ultrapassar R$ 7 milhões por unidade. As embarcações atingem velocidade máxima acima de 140 km/h, colocando a marca em concorrência direta com fabricantes europeus e norte-americanos que historicamente dominam esse nicho do mercado náutico global.
Santa Catarina como polo de fabricação de alto padrão
A produção será realizada em Santa Catarina, estado que concentra o principal ecossistema náutico do Brasil. O polo abriga empresas como Schaefer Yachts e Intermarine, além de fornecedores de materiais compostos, mão de obra especializada e infraestrutura logística portuária. Essa base industrial é o que viabiliza o desenvolvimento de embarcações com especificações técnicas competitivas frente aos italianos e alemães, que lideram o segmento de luxo no setor.
O lançamento posiciona a Assinnatta em um mercado onde a demanda permanece aquecida em regiões como Estados Unidos, Europa e Oriente Médio. A estratégia da empresa é superar a percepção da indústria náutica brasileira como fabricante de produtos de médio padrão e alcançar compradores de alta renda tanto no mercado interno quanto no exterior.
Estreia em setembro de 2026
O evento oficial de lançamento deve ocorrer em um dos principais salões náuticos do país, com o Salão Náutico de São Paulo entre os candidatos mais prováveis, ou em uma feira internacional. A escolha do palco de estreia terá peso direto na visibilidade da marca fora do Brasil.
O segmento de lanchas acima de 40 pés com propulsão de alta performance é dominado por marcas como Cigarette Racing, Nor-Tech e Tecnomar, todas com presença consolidada em feiras como o Miami International Boat Show e o Monaco Yacht Show. Entrar nesse circuito representa o próximo passo lógico para uma marca que quer operar nesse nível de competição.
Os três modelos da nova coleção ainda não tiveram suas especificações técnicas completas divulgadas, mas o preço unitário acima de R$ 7 milhões já posiciona a linha entre os produtos de maior valor agregado já produzidos pela indústria náutica nacional.

