O desempenho brasileiro em fusões e aquisições entre janeiro e dezembro de 2025 revela uma transformação no perfil do mercado. Em um contexto de maior seletividade, o país registrou 1.877 operações, somando US$ 56,41 bilhões movimentados. O crescimento de 7% no número de transações e de 15% no valor financeiro em relação ao ano anterior indica resposta técnica a um ambiente regional com menor apetite por volume, mas com negócios mais robustos e criteriosos.O principal desafio para empresas e investidores foi a necessidade de averiguação rigorosa dos ativos e controles de risco diante de transações de maior porte. Para contornar incertezas e otimizar resultados, ganharam ênfase diligências detalhadas e rigor contratual. O destaque coube ao setor de Internet, Software e Serviços de TI, com 340 transações, seguido pelo mercado imobiliário, que registrou 200 operações no período.O mercado externo respondeu à atratividade das empresas brasileiras. Grupos dos EUA foram responsáveis por 162 aquisições no Brasil. O país também registrou 58 aquisições de empresas americanas por grupos brasileiros, totalizando US$ 1,56 bilhão. Além dos americanos, o Reino Unido apareceu como segundo maior investidor estrangeiro, com 33 negócios.As diferentes modalidades de operação apresentaram variações significativas. O private equity realizou 119 transações e US$ 10,21 bilhões movimentados, crescendo 11% em volume. O venture capital respondeu por 367 rodadas, com US$ 2,61 bilhões, mas registrou queda de 7% no número de operações. As aquisições de ativos totalizaram 352 operações e US$ 13,16 bilhões movimentados, evidenciando avanço de 14% mesmo diante de uma seleção de ativos mais criteriosa.Entre as principais transações, destaca-se a compra da Basf Coatings pela Sherwin Williams, no valor de US$ 1,10 bilhão, com estruturação de assessoria jurídica nacional e aporte financeiro internacional. O Itaú BBA liderou em número de transações (46), enquanto o BTG Pactual ocupou o topo em valor movimentado (US$ 17,91 bilhões). O legado desse ciclo é a consolidação de processos criteriosos e o fortalecimento das estruturas de governança, impulsionando o mercado brasileiro de fusões e aquisições na América Latina.
Brasil alcança a liderança em fusões e aquisições na América Latina com aumento de 15% no valor das transações em 2025
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