A pauta exportadora da indústria brasileira de máquinas e equipamentos ganhou novos protagonistas em 2024. Segundo o anuário da ABIMAQ, três segmentos concentraram quase metade das exportações do setor, desempenhando um papel central na retomada do comércio internacional.
O destaque absoluto ficou com as máquinas rodoviárias, responsáveis por 23,6% de todo o volume exportado.
A categoria reúne equipamentos essenciais para construção, pavimentação e infraestrutura — áreas impulsionadas por grandes programas públicos e privados na América do Sul e nos Estados Unidos, principais destinos das vendas brasileiras.
Na sequência, aparecem as máquinas agrícolas, que responderam por 11,1% das exportações.
O desempenho reforça a reputação do Brasil como fornecedor relevante de tecnologia para o agronegócio global, especialmente em mercados com forte expansão produtiva.
Com a previsão de nova safra recorde em 2025, a tendência é de manutenção do ritmo de demanda internacional.
O terceiro grupo de maior peso foi o de motores e grupos geradores, que representaram 8,7% da pauta exportadora.
Esse segmento atende desde usinas e empresas de energia até operações industriais e logísticas, e vem ganhando relevância com o avanço de projetos de automação, digitalização e infraestrutura energética.
Somados, esses três setores atingiram 43,5% de todas as exportações de máquinas e equipamentos, contribuindo diretamente para o resultado de USD 13 bilhões exportados em 2024 — o segundo maior volume dos últimos 28 anos.
Os principais compradores foram os Estados Unidos (27%), seguidos por Argentina (9%), Singapura (6%), México (6%) e Paraguai (5%), que juntos concentraram 53% das exportações do setor.
O dado revela uma rede comercial consolidada entre países das Américas e mercados estratégicos da Ásia.
O protagonismo das máquinas rodoviárias e agrícolas também dialoga com o ciclo doméstico de investimentos em infraestrutura e agronegócio, que movimentam cadeias produtivas intensivas em tecnologia e demandam máquinas de maior porte e maior valor agregado.
Com segmentos líderes, exportações em patamares históricos e presença crescente em mercados globais, o setor de máquinas entra em 2025 com um mapa claro: infraestrutura, campo e energia serão os motores do próximo ciclo de expansão.

