O Perfil 2025 da Abiplast aponta um avanço expressivo: o uso de conteúdo reciclado em embalagens cresceu 29% no último ciclo anual. Esse movimento começa a alterar a dinâmica de grandes setores como alimentos, bebidas, cosméticos, limpeza e logística.
O crescimento é puxado principalmente por três fatores claros:
exigências legais e metas de responsabilidade compartilhada;
pressão de varejistas e grandes marcas por embalagens recicláveis ou com conteúdo reciclado;
avanço da reciclagem mecânica, que hoje oferece material com qualidade muito superior à de anos anteriores.
O PET é o líder absoluto, com purezas médias acima de 90%, permitindo reinserção em embalagens rígidas, filmes especiais e até produtos alimentícios com certificação.
O PP e o PEAD seguem em ritmo forte, com embalagens rígidas contendo 20% a 40% de material pós-consumo.
Outro dado relevante é o avanço da demanda.
A procura por resinas recicladas cresceu tanto que a indústria apresenta capacidade ociosa de mais de 900 mil toneladas, ressaltando a falta de coleta seletiva capaz de abastecer toda essa estrutura.
A economia circular deixou de ser discurso e passou a gerar impacto direto na indústria.
O Brasil ainda está longe do potencial máximo, mas já caminha para uma transição real.

