Os bioplásticos atingiram 2,47 milhões de toneladas de produção global, segundo o Perfil 2025 da Abiplast. Apesar de parecer um volume grande, ele ainda representa menos de 1% de toda a produção mundial de resinas, revelando que esses materiais avançam, mas ainda estão longe de competir com o plástico convencional.
O relatório mostra que mais de 56% de todos os bioplásticos do mundo são produzidos na Ásia, que lidera tanto em escala quanto em pesquisa. Países como China, Tailândia e Japão investem pesado em polímeros biodegradáveis e em alternativas de base renovável, como PLA, PHA, PBS e bio-PET.
A Europa aparece como o segundo maior produtor e o principal regulador.
A maior parte das legislações modernas que incentivam o uso de materiais renováveis nasce em políticas europeias, o que pressiona indústrias globais a reavaliar catálogos e cadeias de fornecimento.
Ainda assim, os bioplásticos enfrentam desafios importantes: custo elevado, limitações técnicas em algumas aplicações, disponibilidade limitada de matéria-prima e infraestrutura de compostagem insuficiente na maioria dos países.
Apesar disso, o crescimento é consistente.
Em segmentos como embalagens premium, alimentos, cosméticos e itens de contato direto com o consumidor, a demanda por biopolímeros já cresce acima de 20% ao ano.
Os bioplásticos ainda são pequenos em escala, mas já são grandes em influência — e a tendência é que isso só aumente.

