Entre todas as resinas, o PET é a que apresenta o melhor desempenho na reciclagem pós-consumo no Brasil. Segundo o Perfil 2025 da Abiplast, o país recupera um volume significativo dessa resina, com índices que superam os de PP, PEAD e PVC com folga — especialmente em pureza, rastreabilidade e valor final.
A taxa de reciclagem do PET no Brasil já coloca o país entre os destaques da América Latina. Isso acontece porque o material é amplamente utilizado em garrafas, embalagens alimentares e fibras, todos com grande potencial de coleta estruturada.
O relatório mostra que o PET reciclado alimenta uma cadeia robusta:
fibras têxteis;
novas garrafas com conteúdo reciclado;
folhas e filmes;
embalagens rígidas;
peças industriais.
As empresas que atuam no setor relatam purezas médias superiores a 90%, permitindo uso seguro em aplicações de contato com alimentos quando há certificação adequada.
Outro fator chave é a disponibilidade de plantas com alto grau de automação. O Brasil possui capacidade instalada relevante, e parte das recicladoras utiliza sistemas de lavagem hot-wash, separação ótica e reconstrução molecular avançada.
O PET é a prova de que, quando há valor econômico e estrutura de coleta, a reciclagem funciona. E funciona em escala.

